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Mini festival de curtas provoca reflexão sobre as trajetórias individuais e coletivas nas crianças participantes do Tendas da Cidadania

December 4, 2017

 

 

No mês de novembro o Projeto Tendas da Cidadania exibiu seu primeiro Mini Festival de Curtas para crianças. ​Através da narrativa audiovisual, que contou com oito curtas infantis, o projeto manteve seu propósito em promover um espaço de diálogo e escuta sobre a temática da imigração, refúgio, diversidade cultural e território. O critério para a escolha do material se deu através da afinidade entre os temas e a realidade das crianças que frequentam as tendas.

 

Dividida em três blocos, a atividade inicial propôs uma reflexão inicial sobre a cultura sul-americana, através da narrativa de três crianças que vivem nas regiões montanhosas do Chile. Já o segundo bloco aconteceu através de três vídeos que compõem uma campanha da UNICEF para sensibilizar sobre infância e refúgio, para isso é criada uma história de maneira lúdica e sensível a partir da experiência de três crianças refugiadas, vítimas da guerra síria. O último bloco traz um documentário que aborda a troca de experiências entre crianças do estado de Santa Catarina e do Amazonas, a fim de identificarmos que as diferenças culturais podem estar presentes mesmo dentro de um mesmo território nacional. Para encerrar o Mini Festival, o curta ALIKE faz uma reflexão necessária e sensível do papel da escola na vida das crianças. Sua mensagem é clara: acima de todos os deveres, a criança tem o direito de ser livre para ser criança.

 

Como de costume, o projeto exibiu o Mini Festival na Praça Kantuta e na Escola Estadual Domingos Faustino Sarmiento, recebendo no total um público de 40 crianças. Embaladas pela pipoca, as crianças assistiram aos curtas e trocaram suas experiências no intervalo de cada bloco. Muitas dúvidas iam surgindo sobre as narrativas, além da natural identificação com algumas histórias expostas nos materiais. Uma das propostas, com os curtas exibidos em espanhol e árabe, era causar desconforto e sensibilizá-los para a questão da diferença cultural expressa na dificuldade de se entender um novo idioma. A partir disso, guiados pela educadora social, as crianças puderam se expressar em relação à essa experiência e refletir sobre as barreiras que são impostas ao migrante a partir desse desconforto. Em contrapartida, puderam também compreender que mesmo sem falar determinado idioma, eles eram capazes de entender a história.

 

Após a exibição dos curtas e um bate papo sobre as similaridades e diferenças que podiam ser identificadas pelas crianças com relação ao material audiovisual, sobre o desconforto de não entender um idioma, e sobre viver em um lugar que é culturalmente diferente, as crianças foram conduzidas a refletir sobre suas próprias vidas. E assim, como atividade de encerramento, foi proposto que desenvolvessem a própria história, se tornassem narradores da própria vida, e expressassem isso através de um título e uma ilustração para a própria história. Ou seja, que criassem a capa de seu próprio livro biográfico. Com total liberdade de criação, utilizando canetas e lápis coloridos, cartolina, cada criança foi responsável por reproduzir o que seria a sua história. E o resultado foi incrível, desde reflexões sobre seus sonhos, sobre o que mais gostam de fazer e comer, sobre a família, etc. Ao assinarem os livros como autores e autoras de suas próprias histórias, era como se estivessem se tornando os protagonistas de suas próprias vidas e com isso, sabiam que podiam sonhar sem limites de fronteiras sociais, territoriais e nacionais.

 

Os vídeos utilizados no Mini Festival estão disponíveis online. Seguem os nomes abaixo:

 

1o bloco: ​“Pichintún”,​ Chile ​2016

Pichintún é uma produção chilena para público infantil, que resgata as histórias cotidianas de crianças que pertencem a distintas comunidades originárias do Chile (aimará, mapuche e rapanui). Nos diferentes capítulos, o seriado mostra os lugares que habitam, os jogos,bichos de estimação e tradições. O objetivo é resgatar e difundir a multiculturalidade das etnias à que os personagens pertencem.

“Kristel una niña Aymara” Chile 2016

“Natalia una niña Mapuche” Chile 2016

“Isac un niño Aymara” Chile 2016

 

2o​ ​bloco:​ ​Campanha​ ​UNICEF,​ ​2016

Em 2016, a UNICEF lançou uma campanha composta por uma série de filmes de animação com o objetivo de sensibilizar e promover atitudes positivas em relação de dezenas de milhões de crianças e jovens que se deslocam em diversas partes do mundo.

“Sob o título Unfairy Tales (Contos Desencantados, em tradução livre):

"Ivine e o travesseiro"

"Malak e o barco"

“Mustafa sai para uma caminhada”

 

3o​ ​bloco“Nossa vida no Amazonas” 2016, 9:24

Depois de assistir a “carta-vídeo” mandado pelas crianças da Escola da Fazenda (Florianópolis, SC), as crianças da aldeia Tapajós mostram dinâmicas cotidianas, suas brincadeiras, a escola e suas famílias. Orgulhosamente mostram como sobem e descem com facilidade de árvores, como nadam no rio, como coletam frutas, etc, desmistificando algumas ideias que as crianças urbanas tinham sobre a vida na mata. Cheio de risos e brincadeiras, o filme expressa a relação que crianças distantes e culturalmente distintas podem desenvolver através do vídeo.

“Alike” 2015, 8:01

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