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Todxs somos mundialistas - artigo da presidenta da Rede ESF mostra que futebol e política são indiss

Este artigo foi publicado originalmente na edição 27 do jornal Conexão Migrante.

A versão digital do jornal pode ser acessada no nosso site na seção Publicações ou clicando aqui.

No dia 14 de junho, Vladimir Putin inaugurou a Copa do Mundo no estádio Luzhniki de Moscou, com 82.000 torcedores e afirmando que o mundo “será por algumas semanas uma equipe só” na bela e legendária Moscou. A competição tem concentrado todos os olhares na Rússia, o país anfitrião, mas em outras latitudes também estão em jogo assuntos que não podemos ignorar.

Gols Contra

De forma simultânea a Copa, vídeos mostraram crianças e jovens em jaulas e gravações com crianças que choravam pelos seus pais, mães e tias, gerando ira mundial. Foram 2.300 crianças separadas dos pais na fronteira entre Estados Unidos e México entre 5 de maio e 9 de junho. Estima-se que haveria mais de 11.000 crianças nessa situação em 17 estados do país norte-americano. Como resposta, Trump assinou um “decreto” estabelecendo que as famílias migrantes “sejam detidas juntas”, em uma lógica de criminalização da migração e securitização das fronteiras.

Como falar em “gol triplo” dos Estados Unidos, México e Canadá, que foram escolhidos para sediar a Copa em 2026? Trata-se de uma área da nossa América onde a migração está na mira do governo.

Além disso, as lideranças da União Europeia buscaram reduzir a imigração, prometendo dobrar os esforços para punir quem chega à Europa e restringindo os movimentos daqueles que têm solicitado refúgio. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no ano 2017 foram 1.23 milhões de solicitações. O mar Mediterrâneo tornou-se um túmulo de migrantes.

Durante a Copa, também assistimos o vergonhoso espetáculo da recusa da Itália em receber os 629 imigrantes do barco humanitário “Aquarius”. A mão pesada contra a imigração e contra os ciganos continua: o governo italiano quer deportar 500 mil pessoas indocumentadas, esquecendo que os “sem papeis” não são “sem direitos”, e ameaça cumprir uma promessa acordada no programa de governo assinado junto com a formação Cinco Estrelas – tirar as crianças que não estão escolarizadas dos pais.

Gol de Messi

Ainda assim, algo que não acontece com frequência, aconteceu. Na Argentina, viveu-se com entusiasmo coletivo o emocionante momento em que as argentinas aguardavam o resultado da votação da Lei de Aborto.

A mídia divulgou o que foi comemorado que nem gol de Messi. Assim descreve a cena o jornalista Diego Batlle do jornal La Nación depois da histórica jornada em que se deu um primeiro passo na direção do aborto legal e gratuito na Argentina.

O movimento feminista e popular argentino explodiu de emoção ao conseguir uma vitória histórica, depois que a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que busca despenalizar o aborto. Agora o debate vai para o Senado, mais conservador.

Ao longo das 24 horas que antecederam a sessão na Câmara, as grandes avenidas tingiram-se com mulheres de verde, cor insígnia da Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito. O aborto na Argentina hoje apenas é permitido em casos de violação e quando a saúde da mãe está em risco.

O projeto estabelece que todo hospital será obrigado a efetuar a prática e será permitida a objeção de consciência às médicas e aos médicos. A igreja, por sua vez, procura “novas e criativas soluções” através de um projeto alternativo.

Na América Latina e no Caribe, 90% das mulheres em idade reprodutiva moram em países com leis de aborto restritivas. Em seis deles, a interrupção voluntária da gravidez é proibida em qualquer caso. Trata-se de: El Salvador, Honduras, Haiti, Nicarágua, República Dominicana e Suriname. Outros oito Estados permitem o aborto exclusivamente em casos nos quais a vida da mãe corre risco. Três países oferecem exceções para casos de violação e anormalidades graves do feto, como Brasil, Panamá e Chile.

No Peru, em outubro de 2016, foi apresentado ao Congresso da República o “Projeto de lei que despenaliza o aborto em casos de violação sexual, inseminação artificial ou transferência de óvulos não consentida e más-formações incompatíveis com a vida”. Essa iniciativa responde ao cumprimento de uma promessa de campanha das congressistas Marissa Glave e Indira Huilca do Movimento Novo Peru. Outros congressistas têm se incorporado à iniciativa: dois de Peruanos por el Kambio e um do APRA. A proposta tem o apoio das principais ONGs feministas.

O projeto prevê também políticas públicas a favor da saúde sexual e reprodutiva das/dos adolescentes e a Educação Sexual Integral nas instituições educativas sob uma abordagem de igualdade de gêneros, direitos humanos, interculturalidade e como parte do conteúdo curricular.

Sem dúvidas, o projeto é rejeitado pelos setores mais conservadores, membros proeminentes do clero e da maioria fujimorista do Congresso no Peru.

Despenalizar o aborto não é promover mais abortos, é evitar mais mortes de mulheres.

Para terminar em #ModoFutebol, o capitão da seleção peruana, Paolo Guerrero, no meio da alegria de se integrar à seleção, recebeu a notícia da morte de Eyvi Agreda, jóvem peruana de 22 anos que foi queimada viva por um homem assediador e depois feminicida. Ainda deu tempo para Paolo Guerrero postar no seu Facebook: “[O que aconteceu] deve doer em todos nós peruanos. Está na hora de parar a violência contra a mulher. Não podemos esperar que haja mais uma vítima. Trata-se de uma tarefa de todos. A tarefa mais importante que temos hoje.”

Para todos, o encontro mais difícil está chegando: ganhar da violência contra as mulheres e da alta taxa de mortalidade materna.

Agora é a nossa vez de ganhar a Copa contra o machismo. Fica mais claro que “Futebol e política são duas coisas indissociáveis”.

*Este artigo é uma versão traduzida e adaptada do original em espanhol, que pode ser acessado nesta mesma página, também escrito pela autora para o Conexão Migrante

Versão original em espanhol / versión original en español

TODXS SOMOS MUNDIALISTAS

GOLES AUTOGOLES Y PARTIDOS APARTE

Si bien el Mundial de Futbol ha concentrado las miradas en Rusia, el país anfitrión, en otras latitudes también han estado en juego diversos asuntos que nos son imposibles de ignorar.

El 14 de Junio, Vladimir Putin inauguró la Copa del Mundo, en el estadio Luzhniki de Moscú, con 82,000 aficionados y afirmando que el mundo “será por algunas semanas un solo equipo” en la bella y legendaria Moscú, la que conocí y disfrute en Abril del 82.Miles de compatriotas acompañaron al Perú en la Copa del Mundo, a la que estábamos de vuelta luego de 36 años. Hemos dejado el alma, el corazón, las cuerdas vocales, y también lágrimas en el último partido contra Francia.

La hinchada peruana en cifras

Se estima cifras entre 35,000 y 50,000 compatriotas llenando estadios, más de la mitad de ellos llegados desde diferentes partes del mundo. Ningún medio peruano, se tomó el interés de hacer algún especial sobre nuestros compatriotas “migrantes”, que se fueron a buscar en el mundo nuevos y mejores horizontes que los que ofrecía el Perú. La diáspora peruana (estimada en 3’200,00 ), fue una de las aficiones jamás vista en mundial alguno.

Sorprendentemente todo ello en un contexto en donde, el gobierno italiano quiere deportar a 500,000 personas indocumentadas, olvidando que “los sin papeles”, no son “sin derechos”.

Esta situación sorprende cuando tan ligeramente se habla de un “gol en trio” de EEUU, México y Canadá, que lograron ser sede mundial el 2026. Zona de nuestra América en donde la Migraciónestá en la mira y es el principal destino de más del 50% de peruanos y es el principal punto de desencuentro frente a los planes de Trump de construir un muro en la frontera que separa a Mexico de los Estados Unidos.

A ello, debemos agregar el rechazo y la indignación mundial frente a los videos que en simultaneo al mundial mostraban a niños y jóvenes en jaulas y oíamos grabaciones en una cinta de audio que se viralizó, con niños que llorabanpor sus padres, madres y tías, desatando la ira mundial, lo que ha tenido como respuesta un “decreto” firmado por Trump que las familias migrantes “sean detenidas juntas”, en una lógica de criminalización de la migración y seguritizacion de las fronteras. Nuestro partido también es global y por ello realizaremos en Noviembre del 2018 en México el VIII Foro Social de las Migraciones (FSMM).

También se suma a ello que los líderes de la UE buscaran reducir la inmigración, comprometiéndose a redoblar los esfuerzos por penar a los llegados a Europa y restringiendo los movimientos de quienes han solicitado asilo. Según la OCDE en el 2017 son 1.23 millones los pedidos de asilo. El mediterráneo esta convertido en una tumba / cementerio de migrantes.

Ymásallá de las cifras del Mundial otras son las que nos duelen.

2300 niños fueron separados de sus padres en la frontera de EEUU y México entre el 5 de Mayo y el 9 de Junio. Se estima que habríamás de 11,000 niños en esta situación en 17 Estados de Norte América

Durante el mundial asistimos al bochornoso espectáculo que nos ha ofrecido el actual ministro del interior del gobierno italiano MatteoSalvini que además es Vicepresidente del Gobierno Italiano y que fue el principal impulsor de que se negara el desembarco en Italia de los 629 inmigrantes del buque “Aquarius” Y cuando el barco llego a Valencia lo celebro diciendo que, por fin, Italia había dejado de ser el “felpudo de Europa” Luego, ya desde Milan, dijo que esperaba que España acogiera a 66,629 emigrantes más.Ahora la mano dura de Salvani contra la inmigración y contra los gitanos se puede plasmar en el cumplimiento de una de sus amenazas que figura en su programa de gobierno firmado con la formación antisistema Cinco Estrellas: Quitar a sus padres los niños que no estén escolarizados.

Existen además 65 millones de personas que han dejado de manera forzada su hogar y nos acostumbramos a ver y escuchar esas fotografías, videos o de tragedia sin llorar.Según cifras del Alto Comisionado para los Refugiados (ACNUR) cada 3 segundos una persona deja su hogar por causas de conflicto

Gritar gol

Sin embargo no pasa todos los días y en Argentina se vivió con entusiasmo colectivo en el emocionante momento en el que las argentinas esperaban el resultado sobre la Ley del Aborto.

Resumen los medios de comunicación que se gritó como un gol de Messi (el que en Rusia no se produjo) ,así lo describe el periodista Diego Batlle de La Nación tras histórica jornada Argentina que dio el primer paso hacia el aborto legal y gratuito.

El movimiento feminista y popular Argentino estallo de emoción al lograr una victoria histórica luego que la Cámara de Diputados aprobara un proyecto de Ley que busca despenalizar el aborto. Ahora deberá debatirse en el Senado,más conservador.

Durante las 24 horas previas a la sesión las grandes avenidas se tiñeron de decenas de miles de mujeres de verde , color insignia de la Campaña Nacional por el Derecho al Aborto Legal , Seguro y Gratuito. Actualmente es permitido sólo en casos de violación y si la salud de la madre está en riesgo.

El proyecto establece que todo hospital está obligado a proveer la práctica y será permitida la objeción de conciencia a los/las médicxs. La iglesia por su parte buscar“nuevas y creativas soluciones”vía un proyecto alternativo

El 90% de mujeres de edad reproductiva en América Latina y el Caribe vive en países con leyes de aborto restrictivas. En seis (6) países las mujeres viven con leyes de aborto restrictivas en donde la interrupción voluntaria del embarazo estáprohibida;son los casos de: El Salvador, Honduras, Haití,Nicaragua,RepúblicaDominicana , y Suriman . Otros ocho (8) estados lo permiten casi exclusivamente para salvar la vida de la madre y tres (3) ofrecen excepciones en casos de violación, y anormalidades fetales graves, son Brasil, Panamá y Chile.

En el Perú en Octubre del 2016, se presentó en el Congreso de la Republica, el “Proyecto de Ley que despenaliza el aborto en casos de violación sexual, inseminación artificial o transferencia de óvulos no consentida y malformaciones incompatibles con la vida”. Esta iniciativa,responde al cumplimiento de una promesa de campaña de las congresistas MarissaGlavee Indira Huilca del Movimiento Nuevo Perú, a la iniciativa se han sumado otros congresistas: dos de Peruanos por el Kambio y uno del APRA. La propuesta cuenta con el apoyo de las principales ONGs feministas.

El proyecto prevé “además” políticas públicas a favor de la salud sexual y reproductiva de las/los adolescentes y la Educación Sexual Integral en las instituciones educativas desde un enfoque de Igualdad de Genero, Derechos Humanos Interculturalidad y en el Contenido Curricular .

Indudablemente el proyecto tiene la oposición de los sectores más conservadores, prominentes miembros del clero y de la mayoría fujimorista del Congreso del Perú.

En Mayo, Irlanda puso fin a una de las leyes sobre aborto mas restrictivas de Europa tras un plesbicitohistórico.

Me pregunto yo, ¿si se seremos concientes de velar por los derechos sexuales y reproductivos de las mujeres de Siria, Libia , Venezuela y Haiti?

Y volviendo al #modoguerreras seguiremos en nuestas comunes arengas

*Educacion Sexual para decidir*Aborto legal para no morir

Sera cristiano (CR7) y no “la pulga” albiceleste quien hasta ahora es el dueño del show, al marcar el primer hattrick de Rusia 2018 que lo ha hecho protagonista principal del mejor partido en lo que va el mundial aunque Neymer con el ánimo al tope señale ser el mejor del mundo (modestia aparte)

Para terminar en #ModoFutbol, volvemos a nuestras diarias preocupaciones , reconociendo que el hincha peruano fue un espectáculo, en donde Paolo Guerrero en medio de la alegría de integrarse a la selección, recibió la noticia de la muerte de Eyvi Agreda , joven peruana de 22 años quemada viva por su acosador y posterior feminicida, se dio el tiempo para postear en su Facebook “Nos debe doler a todos los peruanos. Es hora de poner un alto a la violencia contra la mujer. No podemos esperar que haya una víctimamás. Es tarea de todos. La más importante hoy”.

Para todos se viene el encuentro más difícil ganarle a la violencia contra las mujeres y ala alta tasa de mortalidad materna.

Despenalizar el aborto no es promover más abortos, es evitar más muertes de mujeres.

Nos toca ahora ganar el mundial contra el machismo.

Queda más claro que “El futbol y la política son ya dos cosas indisociables”